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Thais AzevedoNeuropsicopedagoga
Dislexiamitosaprendizagem

Dislexia ou preguiça? Como diferenciar

Thais AzevedoThais Azevedo1 min de leitura

“Ele é inteligente, mas não se esforça.” Essa é uma das frases mais comuns, e mais injustas, ditas sobre crianças com Dislexia. A verdade é o oposto: a criança com Dislexia costuma se esforçar muito mais que os colegas e, ainda assim, ler com dificuldade.

O que é Dislexia, de forma simples

A Dislexia é um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica que afeta a precisão e a fluência da leitura e da escrita. Ela não tem relação com inteligência, esforço ou qualidade do ensino.

Por que parece “preguiça”

Como a criança entende bem quando ouve, mas erra ao ler e escrever, é fácil concluir, equivocadamente, que falta vontade. Na prática, o cérebro está trabalhando mais para decodificar os sons e os símbolos da escrita. O resultado é cansaço, lentidão e, muitas vezes, fuga das atividades de leitura.

Sinais que ajudam a diferenciar

Parece preguiça Pode ser Dislexia
Evita ler Lê com muito esforço e se cansa rápido
“Não presta atenção” Troca, omite ou inverte letras e sílabas
“Não decora” Dificuldade real para memorizar sequências (alfabeto, tabuada)
Desempenho irregular Compreensão oral boa, escrita muito abaixo do esperado

O caminho não é cobrar mais, é apoiar melhor

Cobrar esforço de quem já se esforça aumenta a frustração e prejudica a autoestima. O caminho é investigar com uma avaliação neuropsicopedagógica e, se necessário, oferecer intervenção específica. Com o apoio certo, crianças com Dislexia aprendem, avançam e recuperam o prazer de aprender.

Lembre-se: o diagnóstico de Dislexia é feito por uma equipe multidisciplinar. A neuropsicopedagoga ajuda a identificar os sinais, intervém e articula o cuidado com a família, a escola e os demais profissionais.

Última atualização: 25 de junho de 2026.

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Sobre a autora

Thais Azevedo

Neuropsicopedagoga em São Paulo. Pós-graduada em Dificuldades na Aprendizagem e em Neuropsicopedagogia Clínica.

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