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Thais AzevedoNeuropsicopedagoga
atençãoconcentraçãofunções executivas

Quando a criança não consegue se concentrar na escola

Thais AzevedoThais Azevedo2 min de leitura

Concentração não é só “força de vontade”. É uma habilidade que depende das funções executivas do cérebro e, como toda habilidade, pode ser desenvolvida com o apoio certo. Quando a criança não consegue se concentrar para estudar, o primeiro passo é entender o que está por trás.

Por que a criança se distrai

A falta de concentração tem muitas causas, que costumam se somar:

  • Excesso de telas, que acostuma o cérebro a estímulos rápidos e torna o esforço contínuo mais difícil;
  • Sono e alimentação insuficientes, que afetam diretamente a atenção;
  • Ambiente barulhento ou desorganizado na hora de estudar;
  • Emoções como ansiedade e estresse, que ocupam a mente e tiram o foco;
  • Falta de rotina, que deixa o cérebro sem previsibilidade;
  • Dificuldades de atenção e organização que vão além do esperado para a idade.

Falta de atenção nem sempre é TDAH

Toda criança se distrai, ainda mais quando o assunto não a interessa. A diferença está, de novo, na persistência e no impacto: quando a desatenção é intensa, aparece em vários ambientes (não só na lição) e atrapalha o dia a dia, vale investigar a possibilidade de TDAH, sempre com avaliação cuidadosa, e nunca por um único episódio.

O papel das funções executivas

As funções executivas são o “centro de comando” do cérebro: ajudam a planejar, começar uma tarefa, manter o foco, resistir às distrações e controlar impulsos. Quando estão imaturas, a criança até quer fazer, mas se perde no caminho. A boa notícia é que dá para fortalecê-las com as estratégias certas.

Como ajudar em casa

  • Tarefas curtas com pequenas pausas, em vez de longos blocos de estudo;
  • Um canto de estudo simples, longe da TV e do celular;
  • Rotina previsível: o mesmo horário e o mesmo lugar ajudam o cérebro a “entrar no modo estudo”;
  • Combinados visíveis (uma lista, um quadro) para a criança acompanhar o que já fez;
  • Reconhecer o esforço, e não só o resultado.

Quando investigar

Se, mesmo com esses ajustes, a dificuldade de concentração persiste e atrapalha o aprender, uma avaliação neuropsicopedagógica ajuda a entender se é uma questão de maturidade, de método, emocional ou de atenção, e qual o melhor caminho. Não é preciso ter diagnóstico para começar.

Perguntas frequentes

Meu filho ou minha filha não consegue se concentrar para estudar. O que fazer? Comece ajustando sono, telas, ambiente e rotina, e divida o estudo em blocos curtos. Se a dificuldade persistir mesmo assim, vale investigar com uma avaliação.

Falta de concentração é sempre TDAH? Não. Existem muitas causas (sono, telas, emoção, ambiente, maturidade das funções executivas). O TDAH é uma das possibilidades e exige avaliação cuidadosa.

Concentração se aprende? Sim. A atenção e as funções executivas se desenvolvem com estratégias adequadas, rotina e apoio, respeitando o ritmo de cada criança.

Foto de Thais Azevedo

Sobre a autora

Thais Azevedo

Neuropsicopedagoga em São Paulo. Pós-graduada em Dificuldades na Aprendizagem e em Neuropsicopedagogia Clínica.

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